| “PASTORAL DA TERRA” e “PASTORAL DAS CURVAS” |
VISITA ÀS COMUNIDADES DO RIO ITUXI - Um desafio!!!6 a 15 de Abril de 2010 As irmãs Rosalina Menegheti e Isaura de Oliveira, do Projeto das Curvas do Purus, o Padre Fernando Redondo da Comissão Pastoral da Terra, juntamente com a noviça Ivone Leonor da S. Hebert, MAR e o motorista Abnaide, realizaram uma visita às comunidades do rio Ituxi, na Prelazia de Lábrea, AM. O objetivo da viagem foi escutar e orientar os ribeirinhos na questão da sobrevivência na terra, ajudá-los a superar as dificuldades a partir da fé em Cristo, da organização da Comunidade em vista do projeto de Jesus - o Reino para todos - como também oferecer à noviça uma experiência formativa nesta etapa de sua caminhada. Saíram de Lábrea, no dia 06 de abril, e retornaram no dia 15. Subindo o rio, visitaram primeiramente a comunidade indígena Apurinã, na Ilha Verde e marcaram com eles dia e horário de Missa e Batizado. No dia seguinte foi a vez da comunidade Goiaba, onde combinaram o dia de parada para refletir sobre: o Conselho Deliberativo da Resex, (reserva extrativista), a Campanha da Fraternidade 2010, a Páscoa e a Eucaristia. Seguiram para a Comunidade Floresta, onde não havia ninguém. Então, continuaram viagem até Volta do Bucho, onde encontraram a comunidade na farinhada. Após saudações e troca de idéias sobre o trabalho da equipe partiram em direção à Vila Canaã, chegando à tarde e novamente os avisos e saída com destino à Vila Vitória (Baú) onde chegaram ao anoitecer. Avisaram moradores, e a viagem prosseguiu até mais tarde onde pararam para pernoitar. No dia seguinte chegaram à Capurana (São Francisco). Visitaram as famílias, conversando sobre a situação dos créditos recebidos. Alguns não haviam recebido, porque não tinham os documentos completos para se inscrever. Precisam da carteira de identidade, CPF, e título de eleitor. Foram orientados para fazer os mesmos. Dona Adélia e Sr. Cassiano estavam para o centro (castanhal) e chegaram às 10h. Eles também foram informados dos assuntos tratados. Após o almoço a equipe visitou as famílias acima, que se encontram no Rio Kerequeté. Porém somente duas estavam em casa e foram convidadas para a Missa à tarde. Como não tinham meio de transporte uma das famílias, João Araújo de Souza (João moço) e Valdisa Santana Oliveira esposa, foram buscá-las. Em outra casa só estavam a mulher e os filhos, mas falou que se o marido chegasse da pesca, eles iriam para a celebração e reunião. Na hora prevista se iniciou a conversa sobre o conselho deliberativo e em seguida a Celebração Eucarística. Às 20h foi colocado o filme. “O divisor que nos une” (IEB) o que facilitou a reflexão. Na manhã do dia 9, cedinho se despediram da comunidade e depois de uma hora e meia de viagem e chegaram à comunidade Vila Vitória. Por ser uma comunidade bem consciente a conversa foi animada. A Viagem seguiu em direção à Comunidade Canaã, onde, depois de um tempo suficiente para os avisos seguiram com destino à comunidade indígena Pedreira, que se encontra dentro da área de reserva e está passando por algumas dificuldades: não receberam os benefícios, não foram cadastrados e a reserva indígena ainda não foi homologada, ou seja, ainda não é reconhecida como terra indígena. Enquanto isso não acontece estão dentro da resex e é uma comunidade “ribeirinha”. Dali a equipe se dirigiu ao rio Siriquiqui. Depois de viajar uns 20 minutos de barco encontraram uma casa onde só estavam os homens. Pararam, ganharam açaí e seguiram... Anoiteceu e no dia seguinte, saíram cedinho e chegaram à Cachoeira do Siriquiqui. Encontraram a comunidade descascando a macaxeira para fazer farinha. Conversaram, visitaram uma família adiante foram conhecer a cachoeira. Que maravilha!... Retornando ao barco voltaram ao rio Ituxi. Visitaram mais famílias e pararam para dormir... Saíram com destino a Volta do Buxo, parando para visitar ainda duas famílias. Chegando ao destino foram até a casa do senhor Francisco. Apesar de buscar, não haviam pescado nada no Siriquiqui. Ao voltar, os que estavam almoçando ofereceram à equipe uma caldeirada. Que benção! Visitaram as pessoas e convidaram para a reunião e a Missa, onde foi batizada a menina Larissa. Saíram a caminho da Comunidade da Floresta, os piaus (peixes) já estavam na brasa. Foi um jantar e tanto! O pessoal tudo partilha! Tudo é graça, pois quando a equipe chegou, logo ofereceram a malhadeira. Abnaid, experto pescador, pegou nove piaus, e duas sardinhas. No dia seguinte continuaram em direção à comunidade Volta do Buxo, chegando a comunidade da Floresta onde todos são evangélicos, mas deu para conversar... Visitaram também o senhor Chicão e família, no rio Punississi que moram num lugar maravilhoso, chamado São José. Ele chegou à comunidade em agosto de 2009 e está tudo limpinho, muita roça, açaí, abacaba, plantas medicinais, árvores frutíferas, tucumã e diz que ali é “bom de rancho”, ou seja, de comida. Ficaram numa felicidade muito grande com a presença do grupo. A seguir foi a vez da comunidade Jerusalém, onde ainda estão construindo suas casas. Moram ali quatro famílias, depois a comunidade de Cabeçudo onde existem outras quatro. Também pararam nas comunidades de Palmabi e Goiaba. No dia seguinte visitaram algumas famílias, muito distante umas das outras. Na casa do senhor Juvenal, as pessoas chegavam para a reunião e missa. Depois de um tempo de descontração passou-se à reunião, com uma explicação sobre a Páscoa e o sentido da missa. Em seguida se conversou com o conselho deliberativo, com a sugestão do governo para voltarem a cortar a borracha, agora com subsídio... e a proposta da coordenação de onde seria a reunião do pólo. Ali mesmo houve a votação e ficou decidido que seria na casa do senhor Juvenal, na comunidade da Goiaba. Também foi abordado o problema com os professores que vieram no ano anterior etc. Em seguida houve a Celebração Eucarística, colocando tudo no altar do Senhor.A viagem prossegui até a aldeia indígena Araçás, depois Ilha verde onde organizaram a celebração eucarística e batizados. Todas as famílias foram visitadas e após a Celebração da Eucaristia seguiram para Lábrea, parando na casa do senhor Carmelita, já no rio Purus na praia do Barranco do Bosque, para convidar algumas mulheres para participar de um curso de cerâmica que aconteceria em Tauaruã. Uma viagem dessa deixa para a equipe muitos desafios... É necessário descobrir meios de estar mais perto do povo, tão disperso pelos rios, “jogados à sua própria sorte”...É preciso oferecer-lhe uma palavra de esperança, de fé e uma “saída” para sua sobrevivência, como pessoas, como filhos de Deus! Para eles a alegria da visita do padre e irmãs. Um dia de festa! E a pergunta, quando voltam outra vez? |
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VISITA ÀS COMUNIDADES DO RIO ITUXI - Um desafio!!!
No dia seguinte foi a vez da comunidade Goiaba, onde combinaram o dia de parada para refletir sobre: o Conselho Deliberativo da Resex, (reserva extrativista), a Campanha da Fraternidade 2010, a Páscoa e a Eucaristia. Seguiram para a Comunidade Floresta, onde não havia ninguém. Então, continuaram viagem até Volta do Bucho, onde encontraram a comunidade na farinhada. Após saudações e troca de idéias sobre o trabalho da equipe partiram em direção à Vila Canaã, chegando à tarde e novamente os avisos e saída com destino à Vila Vitória (Baú) onde chegaram ao anoitecer. Avisaram moradores, e a viagem prosseguiu até mais tarde onde pararam para pernoitar.
No dia seguinte continuaram em direção à comunidade Volta do Buxo, chegando a comunidade da Floresta onde todos são evangélicos, mas deu para conversar... Visitaram também o senhor Chicão e família, no rio Punississi que moram num lugar maravilhoso, chamado São José. Ele chegou à comunidade em agosto de 2009 e está tudo limpinho, muita roça, açaí, abacaba, plantas medicinais, árvores frutíferas, tucumã e diz que ali é “bom de rancho”, ou seja, de comida. Ficaram numa felicidade muito grande com a presença do grupo. A seguir foi a vez da comunidade Jerusalém, onde ainda estão construindo suas casas. Moram ali quatro famílias, depois a comunidade de Cabeçudo onde existem outras quatro. Também pararam nas comunidades de Palmabi e Goiaba. No dia seguinte visitaram algumas famílias, muito distante umas das outras. Na casa do senhor Juvenal, as pessoas chegavam para a reunião e missa. Depois de um tempo de descontração passou-se à reunião, com uma explicação sobre a Páscoa e o sentido da missa. Em seguida se conversou com o conselho deliberativo, com a sugestão do governo para voltarem a cortar a borracha, agora com subsídio... e a proposta da coordenação de onde seria a reunião do pólo. Ali mesmo houve a votação e ficou decidido que seria na casa do senhor Juvenal, na comunidade da Goiaba. Também foi abordado o problema com os professores que vieram no ano anterior etc. Em seguida houve a Celebração Eucarística, colocando tudo no altar do Senhor.
