sábado, 19 de mayo de 2012
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MISSÃO INTERCONGREGACIONAL

Santa Rita/ | Hna. Myrian del C. Neira | Tuesday, 7 June 2011

Durante a Semana Santa, as Irmãs Delza Rita Bassini Fioresi, Ivone Leonor da Silva Herbert e Marizete Pinto de Castro, participaram de uma Missão Intercongregacional, promovida pela Conferencia dos Religiosos do Brasil, Regional de Minas Gerais.“A missão é feita com os pés dos que partem, com os joelhos dos...

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MISSÃO INTERCONGREGACIONAL
Image Durante a Semana Santa, as Irmãs Delza Rita Bassini Fioresi, Ivone Leonor da Silva Herbert e Marizete Pinto de Castro, participaram de uma Missão Intercongregacional, promovida pela Conferencia dos Religiosos do Brasil, Regional de Minas Gerais.

“A missão é feita com os pés dos que partem, com os joelhos dos que rezam e com as mãos dos que ajudam”. Com este pensamento que perpassou toda a preparação e atuação da missão, houve um dia de encontro e reflexão a partir do texto de  Mc 1, 14 – 45, com assessoria do Padre Jorge, Comboniano.

Nas reflexões foram destacadas algumas frases importantes para a missão como: “É por causa do Evangelho de Jesus Cristo que estamos aqui”; “... missão é sair, caminhar, partir e encontrar pessoas”. Houve trabalho em grupos, tendo como base o texto citado e  as seguintes perguntas: Qual a situação que Jesus encontrou ao iniciar sua atividade missionária? Quais os lugares geográficos da missão de Jesus? Onde Ele foi? Quem são os destinatários da missão de Jesus? O que Jesus faz às pessoas? Quais são as conseqüências e reações de Jesus provocadas pelo anúncio? Em seguida os grupos partilharam seus conhecimentos e experiências, aquecendo o ardor missionário para a prática da missão. Após a reflexão, a coordenação orientou os participantes quanto às questões práticas, destacando:
1. Preparar as celebrações da Semana Santa, com e a partir dos membros da comunidade onde se iria atuar, usando a criatividade;
 2. Realizar encontros com crianças, jovens, casais e visitar as famílias e escolas, além de outras atividades especificas de cada comunidade;
3. Valorizar a devoção popular na comunidade;
4. Ter a capacidade de ouvir as pessoas e priorizar os que mais precisam de cuidados, como os doentes, idosos e outros;
5. Acolher a todos, até mesmo os que não quiserem receber os missionários;
6. Falar e ouvir sobre as questões sociais que a comunidade enfrenta;
7. Gastar todo o tempo com as pessoas;
8. Participar intensamente de todos os momentos da comunidade;
9. Acolher, com gratuidade, o que a família que hospeda tem para oferecer e partilhar a vida com elas;
10. Levar as coisas “necessárias” à missão e deixar em casa as “desnecessárias”;
11. Portar-se com bom humor e alegria, mesmo diante de sofrimentos

Com esta preparação e muitos momentos de oração individual e comunitária partiram no dia 15/04/2011, com a certeza da presença de Deus. Saíram em comunidade, deixando a “casa fechada”, carregando os materiais necessários à missão, rumo ao desconhecido, pois até então, não se conhecia a/o companheira/o que iria junto, nem o lugar em que iriam missionar.

Foram juntas até a Praça da Estação, centro de Belo Horizonte. A partir daí cada uma seguiu para um lugar. Ivone foi para Porteirinha na Paróquia Nossa Senhora da Assunção, Diocese de Janaúba. Foram oito horas de viagem. Seu campo missionário foram três comunidades: Santo Antonio, São José e São Miguel. As distâncias de uma comunidade para outra são enormes. Os meios de transportes foram: carro, moto charrete e longas caminhadas a pé. Marizete e Delza foram para a Paróquia Nossa Senhora do Rosário em Felizburgo, Diocese de Almenara. Foram 12 horas de viagem até Águas Formosas, onde trocaram de ônibus para enfrentar a estrada de chão. Viajaram mais duas horas até Fronteiras dos Vales. Ali estava o padre Ernesto, pároco local, e algumas mulheres da comunidade que acolheram as/os missionárias/os com um momento de oração e um saboroso e diversificado café. O padre expôs algumas orientações práticas para a atuação nas comunidades. Nesta paróquia ficaram algumas/uns missionárias/os e, outras/os seguiram, com mais duas horas de viagem, até Felizburgo. Foram acolhidas com um delicioso almoço. Algumas/uns ficaram nesta cidade para atuarem nas comunidades urbanas e outras/os continuaram a viagem para as comunidades rurais. Marizete foi para a comunidade do Café, mais uma hora e meia de viagem, em cima de um caminhão. Delza foi para um assentamento do Movimento Sem Terra, chamado “Para Terra”, mais uma hora de viagem no ônibus que os moradores usam para levar seus produtos à feira.

A atuação nestas comunidades aconteceu como estava previsto, segundo as orientações da preparação à missão. Foram realizados encontros com crianças, jovens, casais e todas as celebrações, desde o Domingo de Ramos, até a Páscoa.

Nos dez dias de missão destacaram como pontos significativos: a) A acolhida das famílias em suas casas, oferecendo toda a atenção necessária para a vivência nestes dias, partilhando o melhor que tinham para que as missionárias se sentissem bem entre eles e na missão; b) O jeito com que as famílias receberam e acompanharam os missionários nas visitas, depositando toda confiança e abertura para expressar seus sentimentos e acolhendo-os como Discípulos e Missionários de Cristo; c) O interesse das pessoas em manter viva a fé, mesmo enfrentando grandes desafios para se reunirem em comunidade  como a distância.
Contatou-se, também, a falta de atenção do governo: Alguns projetos governamentais chegam até a população, embora, ainda precários, pois existem famílias sem luz elétrica e muita deficiência na saúde e educação. Muita dificuldade dos moradores no transporte, tanto de pessoas, como dos frutos de suas colheitas para vender na cidade.

Percebeu-se ainda que os jovens, influenciados pela vida urbana, vão para as cidades vizinhas, comprometendo a estrutura familiar e, consequentemente, social da comunidade rural. Neste caso as pessoas idosas precisam deixar suas terras, pois como os filhos vão para a cidade, eles são obrigados a acompanharem quando já necessitam de cuidados e não podem morar sozinhos; a ausência de pais de famílias, por um tempo determinado, uma vez que saem de suas casas e vão para o norte do Espírito Santo para trabalharem na colheita do café, com permanência de até dois meses; a falta de cuidados necessários às pessoas doentes e idosas; A criação de gado com produção de leite e queijo, tendo o lado positivo, o da sobrevivência e, o negativo, que pela quantidade, exagerada, torna-se nociva a natureza.

No dia 24 de abril, depois da celebração da Ressurreição de Jesus, as missionárias tomaram o caminho de volta, para a longa viagem até suas casas, encontrando, aos poucos, as/os outras/os companheiras/os de missão.

Obrigada Senhor por conceder-nos saúde e vitalidade, para nossa atuação, nestes dias de missão. Agradecemos a nossa província que investiu na missão, oferecendo-nos esta oportunidade de participação.

Fica, em nosso coração, a gratidão e a saudade das pessoas que conhecemos e que marcaram nossa história de vida, assim como, a experiência, ÚNICA, da vida missionária como MAR.
 
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